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Lunação do Aguadeiro

  • Foto do escritor: Wesley Vidal da Luz
    Wesley Vidal da Luz
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura


Nesta Lunação de Aquário, não espere pela chuva, vá você regar o que quer ver crescer. Agora, mais do que nunca, é hora de regar seu jardim privativo, assumindo a responsa de que cuidar de dentro é o primeiro gesto para a saúde do coletivo. É hora de se mexer, cuidar do seu redor a partir do cuidado com você mesmx, exercendo, se possível, o gesto nutritivo das águas em meio à aridez do tempo.


Olhando o mapa da lunação, podemos reparar que a casa VI, fundamento dos cuidados e das rotinas, está em Virgem, e a casa III, testemunho do contexto imediato, está em Gêmeos. Ambas as casas são governadas por Mercúrio, que está em Peixes, na casa XII, e que, por sua vez, faz um trígono com Júpiter retrógrado em Câncer, na casa IV: reparar nos cuidados mínimos é atingir o máximo para o momento. É uma forma de lidar com distrações em cenários demasiadamente amplos. São cuidados assim que podem proporcionar pequenos confortos em tempos de percepções duras, um pouco rápidas, um pouco superficiais para quem já vem pensando demais.


A casa IV em Câncer é regida pela Lua na casa XI, no Aguadeiro, numa disposição ao coletivo, afastando-se de uma conjunção com Marte — o gesto de regar requer vontade. Saturno acabou de sair de Peixes e entrou em Áries, e está junto do Ascendente. Se você já regou seus planos, ótimo. Se não, ainda dá tempo: será preciso para atravessar a secura do momento. Só não desperdice água, se possível. Cada gota traz consigo a beleza difusa e refratária de Peixes, território onde a Vênus floresce. E a Vênus, no mapa da lunação, faz sextil com o meio do céu em Capricórnio: o amor pode ser irrigação, um descanso na secura desses tempos.


Talvez seja isto que esta lunação venha lembrar: não há milagre coletivo que dispense o gesto mínimo. O Aguadeiro distribui, mas não faz chover por nós. O jarro está nas mãos - e ele pesa. Pesa a responsabilidade pelo que se derrama e pelo que se retém. Saturno no Ascendente não deixa esquecer: o tempo é estrutura fundada no agora. E cuidar do agora é escolha. Se o mundo parece árido, talvez a tarefa não seja amaldiçoar o clima, mas aprender a sustentar a própria moringa.




 
 
 

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Tarosófilo

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© 2026  por Wesley Vidal da Luz 

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